Arquivo da categoria: Palavrear

Sou eu quem palavreio…

Sobre vc…

About u

Olhei para dentro de mim e me espantei com tamanha secura, tudo morto, nenhuma esperança remanesceu… Meus olhos marejaram, chorei, o sentimento derradeiro se revelou lamento!

Danadas…

WordsVejo as palavras em cores, têm forma e textura, e tom e sensibilidade. Ouço as palavras com o tato, deslizam pela minha pele, algumas danadas pela face, tentam-me, saem de lábios outros, deslizam por meus poros e me tocam as entranhas, brincam com minhas moléculas, inatingíveis, alcandoradas, intangíveis, incognoscíveis. Palavras são só palavras, mas a mim, são uma prova de que há vida. Emprestam-me isso qndo passam por aqui.

algo..

algo

Gosta-se pouco, e qndo gosta, gosta errado.

Serve pra que? Serve de que? E se nao serve, pq tanta falta faz?

about how I am…

persona

Se estou bem? Olha… Não sei.
Não faço questão de saber…
Deixe-me assim… No desconhecido, indescoberto, encobrido…
Às vezes, raras, dói menos ficar na zona da escuridão.
Eu sei, mil vezes falei que vim para saber, que saber era a luz, e que preferia a luz..
Então entenda a gravidade da situação.. É fácil brincar com a vida antes dela acontecer, antever, bater no peito e firmar mil convicções..
Mas não é assim que funciona, sabe?
A vida não suporta convicções, não comporta ideais, qndo muito comporta um coração… Uma mente não… E àqueles que não o tem…. Nem consolo, talvez!

ah, Drummond, minha história é mais triste

sobre pedras

Feliz é o Drummond que encontrou pedras no caminho, eu as tenho encontrado
em meus sapatos…

Não muito diferente de outrora

faceless

E agora metade mim é cansaço, a outra é desistência…
Desisti de ser metade das coisas que um dia sonhei, me cansei de ser metade do que me propus ser…
Cansei de lamentar minha pobre ascendência – pobreza da alma-, desisti de aceitá-la…
Cansei-me de lutar pela vida, desisti de vivê-la…
Sou toda um diário de clichês, sofridos clichês…

Crescer é uma cilada II

criança

eu costumava gostar do domingo, era dia de orgasmos mentais, lia um pouco, um pouco de filosofia, até de sociologia, blogs, colunas, música, um filme, uma série, qualquer porcaria… ah… agora, não, o domingo é só um cara a me lembrar que a semana está começando novamente, e que, muito provavelmente, eu sequer conclui a que se passou. Ah, crescer é uma cilada.

Caro irmão,

dear brother

eu queria me desculpar por todo o amor que mendiguei a vida toda de você
porque amor não se pede, não é?
queria me desculpar por ter me deixado endurecer, hoje sou eu quem não dá carinho.
por ter me recrudescido tanto, a ponto de não conseguir regozijo ante o gesto terno.
hoje, eu queria me desculpar por ser ausente, por ter aprendido a lidar com sua ausência dando-te a minha.
Talvez a culpa seja toda minha, agora sou eu a distante.
e por fim, queria me desculpar por ter lhe dito todas essas coisas que já sedimentavam-se em meu âmago, coisas com as quais já aprendi a lidar, que quase superei, e que, no entanto, dei para ti em forma de dor e culpa.
acho que o laço da fraternidade não é construído, às vezes, ele sobrevive a esmo mesmo, como o nosso sobreviveu.
No fundo, nada do que falei importa mais, é uma cicatriz sem remédio, chamam isso queloide, néh?
Um caso em que ‘botar pra fora’ só fere o próximo, nada alivia, nada sana. Apenas abate mais um.
e na verdade, queria mesmo é que todo este verbo estivesse no futuro do pretérito.
:/

quem é vc? Alice?

decepção

No momento, só um punhado de cicatrizes, algumas ainda são feridas, mas, precisamente, sou cicatrizes…

Crescer é uma cilada I

esperaando

eu contruí para mim esses grandes sonhos, grandes ambições,
desejei tudo, o possível e o impossível, parecia que a vida não poderia me impedir,
que eu era maior que tudo.
ah, queria culpar a juventude e me acalmar. Mas tudo se tornou tão intrínseco, tão
intrincado, é parte de mim agora. Sou um projeto de algo grandioso, mas projeto que
dia a dia dói, dói de medo, dói de aflição, pois é tudo tão distante, tão difícil.
quisera eu ter escolhido sonhos pequenos… vida simples…
Eu dificultei tanto, como uma brincadeira, um exercício de imortalidade, no final,
tudo tão difícil, quedei-me desesperada, não derrotada, mas sem o mínimo de denodo.
Hoje os meus sonhos me atormentam, me pressionam, e eu só queria aceitar a vida como
ela é. Lutar com resignação.
talvez seja o meu coração, ignóbil e altivo. Não soube domá-lo. Nem ele me tomar. Não
sei o que me tornei…
Crescer é uma cilada.