Arquivo mensal: julho 2012

Drama!

Vamos fazer drama, dizer que foi tudo em vão, se arrepender até o núcleo celular, reclamar, derramar um oceano pelos ductos lacrimais. Ir embora e fechar a porta, levar a chave, voltar, beijar, deitar, transpirar e ficar, ficar para sempre. Mas agora vamos fazer drama, está na hora do drama.

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/Gratidão/

Eu nao queria mais, advinhar o que estava pensando, o que estava
sentindo, discutir a relação, ter cautela, racionalizar, eu não
queria ser prudente, e longe dessa indiferença significar
ausência de afeto, eu só não queria. Era cansaço, mais uma vez,
cansaço, pela primeira vez com você, era cansaço. não respondo, não me
importo, não meço, nada. E percebia, estava dando a ti, o que
dera a mim. Como se fosse uma gratidão. Uma retribuição.

Ah, mas uma hora…

Eu sei, sei que é assim que funciona, mas uma hora eu ainda me canso de saber, e me livrarei de ter que entender e esperar e relevar e aceitar e superar e lidar!

E percebi…

Então percebi que teria de lidar com tudo sozinha, que se o mundo é tão incompreensivo e refratário com meu desvario, deveria guardá-lo todo só para mim.
E percebi que esse desvario era eu, essa peculiaridade, essa tolerância, eu! eu, eu, mil vezes eu.
E percebi que mais do que aceitar, o mundo não ia tolerar. Não! Por inveja talvez, são todos tão mundanos, tão humanos. Martelariam até me quebrar, quebrar minhas convicções, quebrar meu ser.
E percebi que não seria fácil.
E percebi a beleza de finalmente perceber.

Coisa alguma

Alguma coisa! Há sempre alguma coisa, pelo caminho, no meio do caminho. Sempre, alguma coisa.