Arquivo mensal: maio 2012

Falta de esperança.

Você já sentiu a sensação de não ter esperança alguma?
Você na certa responderá que sim, não digo falta de esperança na paz, ou na probidade dos agentes públicos, mas ausência total de esperança.
Não é, sequer, falta de esperança na vida, não! É absoluta falta de esperança.
Tem gosto de morte, mais que inércia e silêncio. Nem é indiferença.
Acho que um dia, meu espírito me deixou por segundos. Experimentei essa sensação. Mais que mórbido, mais do que a compreensão humana pode alcançar.
Não é como quem escapa de um acidente, volta modificado do experimento quase morte.
É uma morte sem emoção, sem lição. Morte pelo simples fato de ter-se ausentado a alma. É mais do que faltar vida.

“Saudades já…”

mudam-se os personagens
muda-se o tempo
às vezes, muda até o cenário
mas a história… a história é a mesma.

Ansiedade

Eu não quero mais essa história, tô farta desse roteiro.
A ansiedade tem me consumido, tem se alimentado de mim.
Pareço até adubo. Não quero recomeço, não quero tentar, e, não,
não se trata de desistir.
Estou realmente farta. Mas farta até para gritar ao mundo. Para
refazer, rascunhar uma nova novela. Sei lá.
O que cai do céu? Será que essa minha ansiedade basta?
Terei eu mérito suficiente para receber na mão??

Já era tarde…

Um silêncio tão profundo que pude ouvir meu piscar de olhos.
“não sei, cara. Não sei.” ecoava em minha cabeça, sem perturbar o silêncio.
Tentava dormir, enquanto ainda havia esperança, em breve esse sentimento se esvairia, tentava dormir antes de desejar não acordar mais.

Providências

Peguei meu coração e o parti em vários pedaços, triturei e devolvi ao peito.
Os sonhos, um a um, naufraguei.
E soube sempre que o mundo não poderia me atingir.
ou [cuidei pra que o mundo não me atingisse.]