Arquivo mensal: fevereiro 2012

De palavras e pessoas

Guardo sempre as palavras, porque assim elas me permitem.
Não guardo as pessoas, porque elas não me deixam, quero guardá-las, quero apenas guardá-las.
As palavras? Eu também levo.
As pessoas? jamais levarei, pois elas assim me permitem.

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E vou falando, vou escrevendo, explicando, tentanto me fazer entender, e, magicamente, vou entendendo.

As linhas tortas da vida

Meus pais me ensinaram o que eles nunca aprenderam.

Ela me ofereceu um amor que não estava lá.

Ele me fez sua propriedade me dando ao mundo.

Aquela – que já desgosta da vida- é quem me mantém esperançosa.

E eu acabei por reter na memória o que eu já havia esquecido.

e eu acreditava em sinceridades

Te peço para voltar, mais uma vez, que é para ver você partir. que é pra entender que você já não está aqui. que é pra sentir a angústia do fim.
Não sinto que te perdi, nunca te ganhei.
Vá, deixe a porta aberta, não para voltar, mas para restar bem claro o vazio, a solidão involuntária.
Quando você partiu, parte de mim morreu, não, não a metade que era você, apenas a parte que acreditava em eternidade. que acreditava em sinceridades.
me lembro desse tempo, em que sinceridade me pegava, reluzia. ‘Tudo que viceja também pode agonizar’. Hoje, nada viceja, tudo agoniza; nada espera, tudo padece.

O que aprendi hoje

Eu vou aprendendo. Aprendendo a me gostar, a me aceitar. A aceitar as pessoas, a me dar com algumas pessoas. Aprendo, hoje, a esperar; a tolerar, errar. Distingo hipocrisia de mudança. Os tempos são outros. Hoje, sinto minha crise de idade passar. Hoje sei: sou mulher, sou velha mesmo. E, claro, ainda tenho muito o que aprender.

O aquecimento

Hoje confio em mim, sei que sou capaz, sinto-me capaz, meu cérebro a mil, está pronto, as pernas estão em forma, também prontas para a corrida, não sinto sede ou cansaço precipitados, a corrida sou eu contra eu mesmo. E já vou indo, vou me alcançar, me superar, vou me aliar e me vencer.