Arquivo mensal: novembro 2011

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A gente cresce ,e as coisas do mundo passam a não doer mais. Aceitamos  melhor o distanciamento, o fim, a dor. Nos alienamos a nada. desvalorizamos o precioso. É preciso amadurecer.

doing it again

Aqui, com todas as merdas que fiz, remoendo, relembrando, martirizando, e fazendo de novo. Odeio não ter sido útil, odeio decepcionar, odeio ofender, desabafar tudo em você – mesmo sendo o desabafo devido-, odeio ter faltado quando ela precisou, droga!

Acho que ele não ouviu…

Tá faltando alguma coisa, gritei para o horizonte: estou pronta, me traga um novo amor, uma paixão desmedida. Fiquei esperando, esperando, esperaando…

Amanhã é um outro dia, não é?


Agora pego minhas insatisfações, insucessos, desapontamentos… misturo com meu desanimo, tento me convencer que amanha é um novo dia e que há chance para me recuperar, para refazer, e durmo, sem saber se conseguirei me levantar pela manha, não me importando realmente se levantarei ou não.

Qualquer coisa, ainda que coisa alguma.

Casei-me com minha solidão. Mas preciso sempre de uma mensagem, de um telefonema, de alguma coisa que diga: “te quero”,  “nesse tempinho frio penso em você”,  “estou pensando em você nesta noite solitária”,  “morro de tesão no seu corpo”. Alguma coisa que diga coisa alguma que seja.

Brandura

Hoje, pelo menos hoje, não quero pensar onde foi que as coisas se perderam, nem mesmo se se perderam. Reli antigas correspondências, e talvez devesse ter sentido algo, não senti! Foi uma espécie de conforto: eu me dei a isso! É, foi decente, respeitoso, cuidadoso (queria uma palavra sua para colocar aqui). Somente conforto, sem sentimentos, sem nostalgia, sem lamento, sem mais.

Só se você vier

Quando você vier pintarei com as cores mais bonitas todo o horizonte, me vestirei com o vestido mais belo, unhas coloridas e delicadas, cabelo aromatizado, sorriso sincero que não se contém, olhar ávido pelo seu. Se você vier, prometo não falar demais, não te importunar, se você vier, eu fico e te faço feliz, mas só se você vier, só se for agora. Não me chegue atrasado, as cores podem desgastar. Venha logo!

Quatro historinhas da alegria

(…)Sim, ele era encrenca, das boas.

(…)Eu sabia o que estava fazendo, ele também: estávamos fazendo uma coisa errada.
(…) Gostei da luz, dos olhos dele. Gostei que estava me encantando, gostei de não poder me encantar e mesmo assim estar me encantando.
(…) Apesar de todo esforço, meu poder era uma ilusão. Apesar do desprendimento, eu me enganava o tempo todo.
(…)Nada de alegria, alegria. Ele fecha a porta e volta para sua vida real. Para os dois, porque ele não era egoísta: tristeza, tristeza.
(…) Alegria, alegria. Eu me implorava. E dá para sentir isso o tempo todo? Eu me cobrava tanto ser feliz que às vezes perdia a noção de que já era. Fugir da felicidade ou fugir com ela?
(…) Num ímpeto de tesão, ou talvez após um trabalho de consciência confusa que, por preguiça, acabava se decidindo impulsivamente, respondi ao e-mail dele: sim, senhor. Vamos para onde o senhor quiser, a hora que desejar e na posição que preferir.
Nem todas as histórias precisam ter virgens pálidas chorando às margens de um mar de espumas. Nem tudo precisa ser romance tuberculoso. Alegria, alegria.
(…)A felicidade, assim como a bebedeira, vai e vem. A felicidade, assim como o sexo, entra e sai. A felicidade, assim como ele, era impossível. Mas não é pra tentar ser feliz que a gente vive?”

-Tati Bernardi

Biografia

Danificada para sempre? Será esse o nome da minha biografia? Eu sei, sei que danificada é subjetivo. Eu sei. Droga! Eu sei, mas coaduno do ponto de vista da maioria, só não sinto da mesma forma. Desculpa aí, desculpa, mas sou danificada mesmo. Não que eu me conforme com isso, mas sou. Sabe? não é que eu esteja, eu sou. Sou intrinsecamente, essa coisa toda de relação, de amor, de ‘pra sempre’, sei não, ein? Não parece para mim. Danificada, fadada a morrer só, e quem me condenará, se já padeço de tal pena? Eu respondo: o mundo todo, inclusive eu. Não faço outra opção, aceito o meu destino, danificada para sempre, que assim seja. A vida não me trará amores, eu não sou de câncer ou touro, não! Sou sagitariana, a vida me trará liberdade e aventura, é o que provém para os desprovidos de apego como eu. Viverei com o meu mal, lhe darei atenção, afeto e cuidados, nos daremos bem e seremos companhia.